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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Operação investiga fraudes na Previdência que causaram prejuízo de R$2,8 milhões

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam fraudes previdenciárias nos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro que teriam causado aos cofres públicos um prejuízo de, pelo menos, R$ 2,8 milhões. Deflagrada hoje (3), a Operação Conectividade envolveu o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e um de prisão temporária. A Justiça também autorizou o bloqueio dos bens de alguns possíveis envolvidos no esquema.

De acordo com a investigação, uma organização criminosa obtinha para terceiros benefícios irregulares com base em falsos períodos de trabalho e contribuição previdenciária. Os crimes envolveram também a falsificação de documentos como contratos de prestação de serviços, recibos de pagamentos e declarações de imposto de renda.

As fraudes foram constatadas inicialmente pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) após o exame de aposentadorias e pensões concedidas em Além Paraíba (MG). Ao todo, foram constatadas ilegalidades em 59 benefícios. Considerando a expectativa de vida dos beneficiários envolvidos, a investigação deverá resultar numa economia de aproximadamente R$ 32,8 milhões aos cofres da Previdência Social.

Segundo o MPF, a quebra de sigilo de dados telemáticos e bancários autorizados judicialmente mostrou que o esquema teve a participação de servidores públicos, escritório de contabilidade, despachantes, procuradores, falsários e aliciadores de segurados da Previdência Social interessados em se beneficiar das fraudes. Também foi observado que os beneficiários contraíram empréstimos em valores elevados para fazer pagamentos aos membros da organização criminosa.

Os mandados foram cumpridos em Além Paraíba (MG), Juiz de Fora (MG), Nova Iguaçu (RJ), Resende (RJ) e Sapucaia (RJ). Foram feitas ainda diligências em Recreio (RJ) e Duque de Caxias (RJ). Existe a suspeita de que as fraudes também tenham sido feitas em outros municípios.

Edição: Fábio Massalli
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